SUA COLUNA NÃO É TÃO FRÁGIL E INSTÁVEL COMO TE DISSERAM

 Cerca de 12% da população mundial sofre com dor na coluna. Dos que ainda não sofrem, aproximadamente 85% sofrerão de tal mal. Talvez você não saiba, mas muitas dessas dores podem ser melhor tratada com uma abordagem um pouco diferente da grande mentira que te contaram: a sua coluna não é tão frágil assim.

E você está pronto para lidar com isso? Está pronto pra lidar com essa mudança de paradigma!

 O Sistema Nervoso Central é provavelmente a estrutura mais adaptável do nosso corpo, talvez por essa razão seja tão difícil acessa-lo para identificarmos possíveis falhas em seu funcionamento.Com métodos conhecidos e sensibilidade, principalmente sabendo ouvir os relatos individuais, é possível nortear a maneira como proceder a intervenção.

 É preciso entender cada caso como um processo complexo e único, já que são diversos gatilhos causadores de dores na coluna, para que seja efetiva a intervenção/tratamento.

 

Uma abordagem sobre fragilidade pode gerar mal adaptação

Pelo lado emocional, algumas dores podem ser resultado de abordagens negativas, tais como “sua coluna é muito frágil e instável”, tendem a gerar um aumento da cocontração de músculos mais externos, inibindo o trabalho que deveria ser realizado por músculos mais profundos da coluna. Se isso acontece, músculos maiores causarão um aumento de rigidez e pressão na coluna, enquanto que músculos mais internos serão “desativados” e tornarão as articulações da coluna mais frouxas.

 Realizar intervenções e abordagens mais positivas, como explicar que a coluna é realmente uma estrutura forte e que é preciso treinar esses músculos mais profundos, seja com a utilização de recursos visuais e/ou através de atividades desafiadoras, é mais eficiente para a manutenção da saúde e redução de dores.

 

Músculos profundos que estabilizam a coluna

Um tipo de abordagem que eu uso muito e é muito eficiente é, durante exercícios com flexões, rotações e extensões de coluna, pedir que a pessoa tente mover segmento a segmento das vértebras. Como se fosse um pano sendo enrolado, ou um tapete sendo esticado e desenrolado no chão, pois esse tipo de abordagem torna mais fácil o entendimento e o controle da ação desejada pro mim. E, desse jeito, faz com que o Sistema Nervoso Central (já descrito na primeira frase como a mais adaptável estrutura do nosso corpo) entenda melhor cada função, ação, possibilidade e posição de cada vértebra.

 Fora isso, na abordagem antiga provoca um aumento significativo da cocontração “protetora” torna a coluna menos móvel, podendo até desenvolver uma hipermobilização da região lombo-pélvica, resultando ainda em mais dores e maior frouxidão da região. Essa consequência parece inevitável quando tratamos de pessoas que precisam se deslocar, não?, resultando assim numa redução da capacidade estabilizadora. 

 Entenderam?

 A abordagem clássica e repetitiva, na qual a coluna é tratada como frágil e que necessita de extremos cuidados de estabilidade, pode ser a responsável por dores na região ao caminhar, por exemplo. É necessário buscar uma maneira de reduzir bloqueios por medo, que diminuem a mobilidade e expõem a coluna a mais frouxidões estruturais, e trabalhar sob uma perspectiva mais positiva. Reforçando o treinamento com feedbacks positivos.

 Utilizar recursos visuais, como filmagens em câmera lenta, quantificação de ângulos e respostas em tempo real, parece a ser uma das abordagens mais eficientes e com informações de mais fácil assimilação.

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