ELETROESTIMULAÇÃO CORPORAL E GASTO CALÓRICO: É VÁLIDO?

A eletroestimulação não localizada veio com uma proposta de melhorar o time-efficiency no treinamento de força.

Na propaganda diz que, em poucos minutos, o gasto calórico é cerca de +1/3 da atividade sem o eletroestimulador.

Mas será? ?

??KEMMLER e colaboradores mediram o dispêndio energético do treino com #wholebodyelectricalstimulation e compararam com o treino sem estímulos elétricos.

▪️Foram 19 homens jovens e treinados, que fizeram um treino padrão comercial (16min) composto por cinco exercícios dinâmicos.

▪️Os participantes realizaram 2×8 repetições recebendo 85Hz temporizados 4/4seg.

▪️Todos fizeram as duas condições de teste, com 4 dias de intervalo entre com e sem a eletroestimulação.

—-Resultados:

Houve diferença no gasto calórico, porém foi inferior ao que estimavam como +1/3 das calorias. O aumento chegou a ser 17% maior que o treino sem eletroestimulação.

⚠️Porém, alguns pontos precisam serem levados em consideração:

?O gasto calórico foi mensurado de maneira indireta, utilizando o volume de oxigênio trocado durante o exercício.

Isso pode ter deixado passar calorias gastas por processos não oxidativos, pois como o esforço/carga foram grandes, as fibras oxidativas podem ter sido suprimidas pelo uso das não-oxidativas. Isso subestimaria o custo energético do exercício.

?O exercício sem a eletroestimulação foi leve-moderado. Já com eletroestimulação foi intenso. Essa comparação deveria ter sido feita com treino comercial-eletroestimulação e treino de musculação convencional.

⏰Com os resultados encontrados e comparados, mesmo com as devidas falhas de mensuração de dispêndio energético e não equalização da intensidade entre treinos, o treino com #eletroestimulacaodecorpointeiro pareceu ser uma proposta muito cara e com pouca eficiência, o que tornaria esse treino mais indicado para quem não pode treinar com pesos ou tem sérias dificuldades para executar o treino convencional.

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