MULHERES – COMO DIMINUIR O RISCO DE LESÕES NO JOELHO?

É bem provável que esse artigo ajude você, principalmente mulheres, que sofre maior risco de lesões no joelho.Existem algumas evidências que homens e mulheres se comportam diferentes ao receberem o impacto no contato ao solo.

McLean e Samorezov estudaram o efeito da fadiga induzindo um aumento no risco de lesão de joelho.

Os resultados mostraram que a fadiga alterou o mecanismo de antecipação do impacto ao solo, fazendo com que tivessem uma redução da flexão do joelho e um aumento da rotação interna do mesmo.

Em mulheres adolescentes, segundo YU estudou em 2005, o impacto vertical é maior em mulheres que em homens. Isso porque o sistema neurológico das mulheres parece se antecipar menos que dos homens a impactos.

Esse “delay” na antecipação é aumentado em mulheres.

PAPPAS e colaboradores compararam o mecanismo de antecipação em homens e mulheres e, assim como outros estudos já encontraram, as mulheres “valgaram” mais os joelhos durante saltos (tanto unilaterais quanto bilaterais).

Esse valgismo tende a acontecer pela diferença de gênero no controle do CORE, onde mulheres tendem a ter uma redução nesse mecanismo, causando a diminuição da flexão dos joelhos e quadril, aumentando a rotação medial dos joelhos e causando uma maior reação vertical de contato ao solo.

Esse padrão tende a aumentar a frouxidão articular e sobrecarregar o ligamento cruzado anterior, aumentando o risco de lesões.

Isso tende gerar diversas outras consequências, tais como a depressão, osteoartrite, redução da qualidade de vida e outras limitações, como mostram estudos que comparam os efeitos psicossociais de lesões articulares, nas quais as pessoas que sofreram lesões no joelho tenderam a ter 2x mais probalidade de desenvolver osteoartrites na mesma articulação ou na contralateral.

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