O HIIT NA PRÁTICA

O sedentarismo é considerado um dos fatores de maior impacto NEGATIVO na saúde. E um dos maiores causadores disso é a falta de tempo. E, se esse for o seu problema, o HIIT pode ajudar você. Mas antes de mais nada é preciso saber um pouco mais sobre ele… Segundo diversas organizações mundiais de saúde, um indivíduo precisa se exercitar pelo menos 150min/Semana ou 75min/Semana, em intensidades moderadas e vigorosas, respetivamente.

Porém muitos estudos vêm mostrando que treinos intervalados de alta intensidade (HIIT, sigla em inglês), com curta duração, são tão eficientes quanto os tradicionais mais longos, recomendado pelos órgãos de saúde.

Os estudos têm comprovado que há redução da resistência à insulina, melhoras cardiorrespiratória e melhoras na função vascular.

Geralmente, tais estudos são realizados em laboratórios e com intensidades controladas entre 85% da máxima e a “all out”. Mas, na prática diária, será que o HIIT tem aplicabilidade?

?Alguns pontos precisam ser observados:

?Saúde

Ainda é arriscado dizer que o HIIT é saudável para todo mundo. Existe possibilidade aumentada de eventos cardiovasculares durante altas intensidades, o que torna não recomendável (até que se comprove o contrário) a utilização desse método em cardiopatas.

?Período

Geralmente os estudos são realizados em períodos de 6-8 semanas. A longo prazo há somente estudo de 5 anos, 2 sessões semanais com idosos. E tal estudo mostrou ser benéfica a prática na faixa etária de 70-76 anos. É preciso ainda pesquisar longo prazo com outras faixas etárias.

? Aderência

Como o HIIT é melhor em tempo-eficiência, há maiores possibilidades de aderência à atividade que quando comparados com o modelo tradicional. Porém é preciso ver cada caso, pois há pessoas que não toleram e rejeitam exercícios com alta intensidade.

?Custo

Como nem todo mundo tem condições de acesso à uma academia, e os protocolos geralmente utilizam recursos materiais caros, a utilização de HIIT no trabalho ou em casa é ainda uma lacuna. Ainda é cedo para falar sobre utilização de escadarias e outros recursos.
Fonte: Gray SR, Ferguson C, Birch K, et al. Br J Sports Med 2016;50:1231-1232

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