O TREINO QUE EMAGRECE – Como priorizar o maior gasto calórico

 Sabe aquela respiração ofegante e percepção de elevado cansaço que temos durante uma atividade física?

 Pode ser qual você quiser: corrida, musculação, natação, futebol, jiu jitsu, ciclismo… Não importa, o importante é que você esteja com a respiração e frequência cardíaca alteradas. Essas duas adaptações são características presentes em atividades aonde a Percepção de Esforço pode ser classificada como Pesada/Severa.
 Quando chegamos nesse nível da escala de Percepção de Esforço, nível acima da Percepção Moderada, os músculos entram em um estado onde há um déficit na relação necessidade/produção energética. Aí é que as coisas se complicam.
Esse é o momento que, para tentar suprir a demanda energética, o sistema cardiopulmonar tenta aumentar a oferta de oxigênio para os músculos. Falando de maneira bem resumida, o aumento da frequência de respiração e a expansão dos alvéolos buscam jogar maior quantidade de oxigênio para os músculos (maior captação de oxigênio, através do aumento da frequência de respiração e da expansão do alvéolo , e do transporte desse oxigênio, através do aumento da frequência cardíaca e do aumento do calibre dos vasos sanguíneos), afim de aumentar a tolerância ao exercício. Entre outras palavras: aumentar a capacidade de suportar tal atividade, tentando, assim, estabilizar o a produção e o uso dos sistemas energéticos em um “estado estável” (steady state).
 Esses ajustes são chamados de “slow” VO2.
 E é aí, nessa fase, que popularmente falando, o bicho pega.
 A necessidade de equilibrar o sistema energético, de diminuir a acidez no músculo e tentar manter a tolerância ao exercício, os músculos perdem a eficiência e aumentam absurdamente o custo energético.
 Nesse momento são várias as fontes energéticas utilizadas para que a atividade seja mantida e, para que fique impossível continuar a atividade, é questão de um pouco tempo.
 A fadiga causada parece ser uma sinalização da diminuição da eficiência muscular. Podemos dizer que, quanto menos eficiente for o estado energético do músculo em questão, maior o custo energético para que ele se mantenha em atividade.
 Por isso, um último conselho que posso dar para “ajudá-los” é, sem dúvida, Treinem até não conseguirem seguir adiante. Esse tipo de resultado é que tem feito aumentar o número de adeptos  aos circuitos de treino de potência, o aumento de praticantes de treinos intervalados de alta intensidade e por aí vai.
 Keep training 😀
  

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