Exercício Físico para o Coração e para o Cérebro

Exercícios melhoram a memória Que um estilo de vida saudável, que inclui alimentação e exercício físico, é responsável por grandes melhorias, já estamos “suados” de saber. A manutenção de um estilo de vida ativo fisicamente é capaz de promover grandes benefícios para o praticante.
 Benefícios como, por exemplo:
– controla a Pressão Arterial
– melhora o perfil Lipídico
– diminuição do Estresse
– combate a Osteoporose
– trata a Depressão
– aumenta a Expectativa de Vida
O sedentarismo é tão nocivo à saúde que estimular a prática regular de exercícios físicos deveria ser parte da política de saúde pública e privada. 
 Mas agora vamos um pouco além…

    
 A Capacidade Cognitiva
 Já há algum tempo, pesquisas vêm sendo realizadas para tentar elucidar a relação entre a prática de exercícios físicos regulares (treinamento) e a capacidade cognitiva.
 As funções cognitivas são afetadas diretamente pelo passar dos anos. Sendo eles vividos com um estilo de vida ativo fisicamente, ou não, ele é “acumulativo” para todos os estímulos (ou ausência deles) durante seus anos de vida.
 Basicamente a função cognitiva é dotada de dois tipos de função:
Habilidades cristalizadas, como conhecimento verbal e compreensão.
Habilidades Fluidas, tarefas aprendidas porém não executadas.
 As duas, se sempre executadas, são capazes de perdurar por muitos anos e executáveis, mas para isso precisam ser praticadas regularmente.
 Relação Dano/Reparo(adaptação)
Cérebro Saudável x Cérebro com Alzheimer avançado
 Pesquisas demonstraram que o cérebro de uma pessoa pouco ativa fisicamente possuía menos densidade. Isso significa que a capacidade de recuperar (sim, como diversos outros tecidos o cérebro está exposto à danos e reparos/adaptação da mesma maneira que os músculos, por exemplo) uma área danificada não está em equilíbrio com os danos sofridos.
 Com o tempo, tendo esse cenário de desequilíbrio, o resultado será desastroso.
 Sobre os Fatores de Risco
 Dentre alguns fatores (idade, hereditariedade, nível educacional, tabagismo, etilismo, estresse mental, aspectos nutricionais) que prejudicam tal equilíbrio, há outros fatores que podem ser atenuados com a prática de exercício físico. 
 São esses fatores, doenças crônicodegenerativas, hipercolesterolemia e aumento na concentração
plasmática de fibrinogênio e o sedentarismo, que estão comumente associados ao maior risco de declínio cognitivo, e que podem ser amenizados ou até mesmo evitados com a prática de Exercícios Físicos.
 Exercício Físico e a Saúde do Cérebro
 Estudos sugerem que pessoas moderadamente ativas fisicamente têm menores riscos de serem afetadas por desordens mentais. Além dessa proteção, indivíduos fisicamente ativos possivelmente têm um processamento cognitivo mais rápido que pessoas não ativas fisicamente. Além disso, outro estudo que demonstrou que a prática de exercícios físicos agem protegendo o cérebro e evitando o declínio cognitivo em pessoas idosas.
 Os Possíveis Motivos
  Várias pesquisas demonstraram a relação benéfica entre exercício físico de predominância aeróbica e a capacidade cognitiva. Também no exercício resistido (musculação, por exemplo), encontrou-se tais benefícios. Porém, ainda são contraditórios os estudos sobre o exercício resistido e seus benefícios cognitivos.
 Adaptações como:
  • aumento nos níveis dos neurotransmissores e por mudanças em estruturas cerebrais (isso seria evidenciado na comparação de indivíduos fisicamente ativos x sedentários)
  • melhora cognitiva observada em indivíduos com prejuízo mental (baseado na comparação com indivíduos saudáveis)
  • melhora limitada obtida por indivíduos idosos, em função de uma menor flexibilidade mental/atencional quando comparado com um grupo jovem
  • pela melhora cognitiva observada em indivíduos com prejuízo mental
 O quê, Como e Por Quê? (qual o modelo que parece ser mais eficiente)
 Exercício aeróbio que envolva grandes grupos musculares parecem mais eficientes para otimizar a operação de estágios específicos do processo de informação.
 Intensidades entre 40% e 80% do VO2máx, com a duração máxima de 90 minutos, são capazes de influenciar positivamente o humor, a função cognitiva e os sentimentos de bem-estar.
 Ao que os estudos indicam, a melhora/preservação da cognição com a prática de exercícios físicos nesse padrão, estaria relacionado com o aumento da circulação cerebral (aumentando a oferta de oxigênio e substratos) e alteração (positiva) na relação síntese/degradação de neurotransmissores. Esse processo seria uma implicação direta do exercício físico na Capacidade Cognitiva.
 De modo não direto, benefícios do exercício físico como diminuição da Pressão Arterial, decréscimo nos níveis de LDL e Triglicérides circulante e inibindo a agregação de plaquetas, também são importantes na preservação da capacidade cognitiva cerebral.
 Todas essas mudanças promoveriam o aumento da qualidade de vida.
Outra hipótese é que o exercício físico aumenta a liberação de diversos neurotransmissores. Neurotransmissores como a Norepinefrina (e precursores, responsável pela melhora na memória), Serotonina e β-endorfinas, são encontrados em concentração elevada logo após uma sessão de exercícios.
Turbine seu Cérebro, treine 😉
 Conselho Final
 Já está mais do que claro que o seu corpo, e todo o funcionamento dele, é afetado por diversos estímulos durante a sua vida e, com isso, ele “devolve” exatamente aquilo que é “oferecido” por você. Vários problemas de saúde, seja físico ou mental (não gosto desse tipo de divisão, usei somente para ilustrar), podem ser evitados, tratados e controlados com a adoção de um estilo de vida saudável. 
  Então, vamos cuidar melhor cada vez mais da nossa saúde de maneira completa? É claro que usar medicamentos em determinados casos é fundamental. Mas daí, tomar remédio para dores de cabeça todos os dias, usar medicamentos para dormir, para aliviar dores na coluna e etc, parece insanidade, não é? Não precisamos viver assim.

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