Crioterapia: esse recurso deve ser utilizado?

Karin Diab (Rússia) sendo monitorado por cientistas.
obs: MNP significa PAZ

  Imagine a cena: Você acordou às 5:30 da manhã, demorou 1 hora para chegar no trabalho, trabalhou por toda a manhã, almoçou e voltou para o trabalho. Pronto, já são 18:00! Hora de ir para casa e, se você for uma pessoa determinada e preocupada com a saúde, hora do treino!
  Assim é a rotina de muitos e muitos trabalhadores, empresários, estudantes e outros, nas grandes cidades brasileiras.

  E eu aposto que a grande maioria espera chegar em casa e tomar um bom banho quentinho para relaxar, acertei?
  Como quase todas as rotinas, a rotina de um atleta é cansativa. E pode botar cansativa nisso! Um atleta de MMA (Mixed Martial Arts), por exemplo, pode treinar um período de técnica, um período de estratégia, um período de treino específico e outro período de treino de força. Cansou?

  É, depois de algumas horas de treino eis o merecido descanso: um banho com duração de 30 segundos à 20 minutos (não há um consenso, depende do atleta e do percentual de imersão do mesmo) uma banheira com água e temperatura entre 3 e 15 graus Celsius. Isso mesmo! Não é água quente não, é água fria e, diga-se de passagem, muito fria!
  Você poderia não saber, mas esse método é chamado de Crioterapia de Imersão e já é usado há algumas décadas. Mas, hoje em dia, ele tem aparecido na mídia como um método inovador e revolucionário.
  Tenho visto o uso da Crioterapia de Imersão cada vez mais difundido, principalmente em esportes de contato e de longa duração. E vale uma reflexão: é realmente necessário?
  O que uma considerável quantidade de estudos indicam é que a Crioterapia de Imersão ajuda na recuperação do atleta pós-esforço/competição. Quando o corpo é submetido à baixas temperaturas ocorre uma série de reações que diminuem o tempo de recuperação muscular, diminui a formação de edema, inchaço e redução temporária da dor.
  Resumindo: Acelera a recuperação do atleta.
  Mas nem tudo é tão bom que não possa ser ruim e nem tão ruim que não possa ser bom. Principalmente quando se trata de métodos de treinos, recuperação e afins…
  O exposição prolongada, em temperaturas não adequada ou em situações onde não é possível ter controle, por exemplo da Pressão Arterial e da Frequência Cardíaca, a Crioterapia de Imersão pode trazer sérios riscos à saúde do atleta.
  Há risco de perda súbita de consciência, convulsões e, em casos raros, parada cardíaca. Alguns estudos demonstraram também uma diminuição do ganho de força.
  Então vem aí a questão que eu quero levantar: usar ou não usar?
  Eu diria que… depende!
  Não acho interessante, por exemplo, um atleta de esportes de contato usar esse recurso como um método de recuperação. Mas penso que seria interessante utilizar esse método em um atleta de Deca Ironman, por exemplo. No caso da recuperação muscular, vale uma reflexão sobre o método a ser aplicado.
 Alguns questionamentos devem ser feitos para verificar se realmente a Crioterapia de Imersão é válida para o atleta em questão:
  1. A diminuição no ganho de força afetaria o rendimento do atleta em questão?.
  2. Há uma necessidade real de acelerar a recuperação do atleta?
  3. Vale o risco que se corre em expor um atleta?
  4. O que ele ganhará com isso?
  5. Vai influenciar positivamente nos resultados?

esses são alguns dos questionamentos que devem ser feitos caso a caso, ao invés de apenas reproduzir o método porque achou “inovador”

  E você, o que você pensa sobre isso?
  Já usou esse método?
  Conhece alguém que usa?
  Usaria a Crioterapia de Imersão?
Gostou? Compartilhe com seus amigos(as)!
Um grande abraço e até a próxima!

(Esse site tem como objetivo apenas informar. Aqui não se prescreve treino, dieta e não orienta uso de medicamentos/suplementos. procure um profissional responsável para ter orientação)

2 ideias sobre “Crioterapia: esse recurso deve ser utilizado?

  • No contexto da fisiologia humana que estamos acostumados a estudar, pode-se pensar nessas vantagens e desvantagens.
    Porém, sou estudioso da fisiologia segundo a medicina tradicional oriental e afirmo que serão raras as vezes que uma terapia como essa será vantajosa.
    Quando digo rara, é que no momento não consigo refletir sobre um caso onde seja vantajoso, porém não quer dizer que não exista.
    O Frio, como a gente chama, é uma forma de Qi que tende a se interiorizar, e o Vento é uma forma difícil de se controlar. Ocorre que pelo golpe da imersão nesse banho, a gente pode considerar que o sujeito estaria se submetendo a uma junção das duas, o Vento-Frio. Não creio que gostariamos de ter algo prejudicial dentro do corpo que fosse difícil de remover e de prever o comportamento.

    Mas… essa é apenas mais uma maneira de se ver o corpo humano e não podemos nos fixar apenas nessa leitura.
    Abraços Marcello!

  • Jinn, acho que você entendeu o meu objetivo principal em colocar esse post no site. Justamente, o que eu quis despertar era somente a reflexão e questionamento sobre esse recurso.
    Como eu escrevi, vejo esse recurso sendo usado como uma "novidade", um diferencial vantajoso na preparação física de alguns atletas, dos mais variados esportes.
    Novamente, como eu disse no texto, eu usaria em alguns casos muito específicos e, inclusive, em que eu tivesse uma equipe multidisciplinar em conjunto.
    Mas o que eu percebo é que existem pessoas sem um mínimo de senso crítico aplicando isso
    à torto e direito, prometendo mil maravilhas sem nem ao menos quantificar ou qualificar os resultados.
    Obrigado por prestigiar meu site com a sua leitura,
    Grande abraço!

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